sexta-feira, 18 de junho de 2010
Uma triste perda!
Talvez o sentimento seja de um trabalho inacabado, que poderia nos proporcionar mais reflexão, mas antes de mais nada o sentimento que sinto é a certeza de uma obra infinita. Infinita não pelo grande número de obras, até porque o infinito não pode ser inserido no contexto numérico, infinito na profundidade da combinação das palavras que nos fazem refletir hoje, nos fariam refletir no passado- se lá estivessem - mas acima de tudo nos farão refletir no futuro. Um olhar crítico sobre a sociedade e sobre o indivíduo. O que dizer de alguém que afirma que conhecer a si mesmo é a 5ª e mais difícil operação matemática, que possuímos cérebro na ponta de cada dedo e que esses dedos são capazes de pintar a tela dos nossos sonhos, ou seja Saramago é (“é” porque nunca deixará de ser, desde que pensar seja existir, ele fez com que seus pensamentos fossem registrados para que fossem repensados por todos aqueles que acessarem a sua obra, permitindo que ele torne a existir) capaz de dar vida a cada pedaço do ser humano que julga que a vida principia do cérebro da cabeça. Tanto não principia quanto algumas das grandes descobertas surgiram através do tato, afinal estamos todos cegos, e cegos por não querermos ver o que está ao nosso redor, estamos cegos por acharmos que somos bons o tempo todo e por aceitarmos uma realidade, que muitas vezes, não concordamos ou acreditamos, jámais pensando que só somos humanos por estarmos inseridos na condição humana, “nos tirem da nossa condição e vocês verão o que acontecerá”, “nos deem o poder de guiar um cego desconhecido”, somos pessoas de bem até que nos provem o contrário. Até termos o poder absoluto ou até termos perdido absolutamente tudo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Essa é minha guria!
ResponderExcluirRafa! Eu amei! Tu falou que tinha ficado meia-boca. Eu penso que ficou maravilhoso! Aguardo o próximo!
ResponderExcluirBjs!
Oi,Rafa...realmente é uma triste perda. Mas se pensarmos em todas as histórias, todas as personagens que viverão para sempre da memória das pessoas, então pensaremos que Saramago também vive! Ele vive e faz com que alguns sentimentos especiais despertem em nós cada vez que lermos suas obras. Uma obra me tocou, especialmente; A Caverna. Li há algum tempo e ainda lembro do Cipriano Algor e de sua luta para reformular sua vida e seu negócio de cerâmicas frente à imposição do "Centro". E também do cão Achado.
ResponderExcluirA literatura tem (também) a propriedade de manter vivos esses autores maravilhosos! Um abraço!